Rio do Sul, 09.04.2026 – Na quarta-feira, 08, a diretoria da FIESC Alto Vale realizou reunião em Rio do Sul com o objetivo de divulgar as perspectivas de negócios que as indústrias podem ter com as Forças Armadas Brasileiras, assim como as opções de subvenção econômica e de linhas de crédito da FINEP para projetos de inovação.
A primeira fala foi do general Robson Santana de Carvalho, que apresentou as opções de fornecimento de produtos e serviços, principalmente para o Exército Brasileiro, e mencionou o esforço que vem sendo feito para buscar soluções inovadoras.
“O mercado de defesa não compra apenas produtos de alta complexidade ou armas, mas também gêneros alimentícios, fardamento, entre outros, e a indústria pode contribuir muito para suprir essas necessidades.”
Ele orientou que, para se tornar fornecedor das Forças Armadas, é necessário realizar cadastro gratuito e online no site do SICAF. Em seguida, a empresa também precisa se cadastrar no portal compras.gov.br, onde são divulgados os processos licitatórios.
Também participou da reunião Luciane Camilotti, executiva do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (CONDEFESA) da FIESC. Ela explicou as estratégias do conselho para aproximar o setor produtivo das Forças Armadas, com o objetivo de gerar negócios, firmar parcerias tecnológicas e fortalecer a soberania nacional.
Uma das ações do CONDEFESA é a IV SC Expo Defense, que será realizada nos dias 21 e 22 de maio, em Florianópolis, com a participação das Forças Armadas, empresas, startups e universidades. Neste ano, oito indústrias associadas ao SIMMMERS participarão como expositoras. O sindicato também organiza uma comitiva de empresários para visitação.
O evento contou ainda com a participação do gerente substituto do Departamento Regional Sul da FINEP, João Florêncio da Silva, que apresentou os editais de subvenção disponíveis.
“São mais de 13 editais de subvenção econômica, com R$13,3 bilhões em recursos públicos para empresas. A maioria dos editais parte de R$5 milhões e é voltada para desenvolvimentos tecnológicos de alto nível.”
Nos editais de subvenção, não há necessidade de devolução dos valores utilizados.
Outra alternativa da FINEP é a oferta de linhas de crédito, com taxas de empréstimo em torno de 8% a 10% ao ano e prazos longos para pagamento, que podem incluir até quatro anos de carência. Além disso, o tempo de execução dos projetos pode chegar a 20 anos, dependendo do enquadramento. As empresas interessadas podem buscar informações no site www.finep.gov.br.
Sobre esse assunto, o vice-presidente da FIESC para o Alto Vale, Lino Rohden, acredita que é válido reforçar a divulgação.
“Esse encontro foi muito importante. O Alto Vale tem utilizado pouco essas linhas de financiamento. É preciso entender como elas funcionam, porque é um dinheiro bem mais barato, que pode ajudar muito as empresas.”
Também presente na reunião, o 1º vice-presidente da FIESC, André Armin Odebrecht, destacou os dois temas como potenciais para o desenvolvimento das indústrias.
“A economia da região tem uma oportunidade muito grande de crescimento com essas duas opções. O Exército compra todos os tipos de produtos. Se for considerar só as necessidades para os alojamentos, por exemplo, são imensas as possibilidades. Já a FINEP oferece crédito de forma diferenciada para projetos de inovação, com custo bem abaixo do mercado.”
Além da diretoria da FIESC Alto Vale, também participaram do evento representantes de cooperativas de crédito, dos sindicatos patronais e de empresas associadas aos sindicatos.
Com informações de Assessoria de Imprensa FIESC Alto Vale.