Florianópolis, 28.11.25 - Santa Catarina registrou o fechamento de 2,9 mil vagas de trabalho na indústria em outubro, o pior resultado desde o início da nova metodologia do Caged, em 2020. No mesmo período, a indústria nacional perdeu 13 mil empregos. Considerando os demais setores da economia, no entanto, o estado teve saldo positivo de 6,1 mil postos em outubro.
Análise do Observatório FIESC mostra que 14 segmentos industriais apresentaram saldo negativos de empregos formais em outubro, com o setor automotivo liderando as perdas (-751), seguido de perto pela construção civil (-718). O segmento de madeira e móveis, refletindo os efeitos do tarifaço, registrou o fechamento de 502 vagas. No setor automotivo o recuo denota, em parte, o fechamento de uma empresa em Mafra e o desligamento de seus trabalhadores.
Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, os setores dependentes de crédito e os afetados pelas tarifas de importação impostas a produtos brasileiros são os mais afetados. “Os juros altos limitam o acesso ao crédito, e com isso os segmentos que demandam capital sofrem com um cenário doméstico mais desafiador. Já o setor de madeira e móveis segue refletindo o recuo nas exportações para os Estados Unidos, principal destino dos produtos do ramo”, avalia.
Já o saldo negativo de vagas na construção pode ser explicado, conforme análise do economista Arthur Calza, do Observatório FIESC, pelo período de conclusão de obras, já que encerramento de vínculos empregatícios nesse ramo concentra-se na construção e incorporação de edifícios. Itapema, Florianópolis e Chapecó lideraram os desligamentos na construção em outubro.
Acumulado do ano
De janeiro a outubro, SC registrou a abertura de 101 mil novas oportunidades de trabalho formal. Destas, a indústria respondeu por 39,5 mil, os serviços por 50,1 mil, o comércio por 10,4 mil e a agropecuária, por cerca de 1 mil empregos.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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