Brasília, 22.06.2026 - A indústria defende a revitalização do setor como caminho para que o Brasil retome a competitividade e crie empregos de qualidade que proporcionem renda mais elevada, em evento da CNI com presidenciáveis em Brasília nesta segunda-feira (22). Na ocasião, o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, teve a oportunidade de questionar Flávio Bolsonaro sobre sua proposta para que o Brasil tenha uma defesa comercial eficaz contra práticas de comércio desleais. Além do presidente da FIESC, também participaram do encontro vice-presidentes da entidade.
O evento reuniu três pré-candidatos ao Palácio do Planalto: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL), que falaram em momentos diferentes para um público de líderes industriais sobre os desafios e oportunidades para o desenvolvimento do país.
No discurso de abertura do encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou a importância do setor para o crescimento econômico brasileiro.
“Para construir o Brasil que sonhamos, precisamos colocar a indústria, em especial a indústria de transformação, no centro da nossa estratégia de desenvolvimento. Estamos preocupados com os rumos da economia, e temos avaliado as condições necessárias para acelerar o crescimento econômico e para melhorar a renda e a qualidade de vida da população”, acrescentou Alban.
Os três pré-candidatos receberam o documento Construindo o Brasil 2050, que reúne propostas prioritárias da indústria. O material traz recomendações em áreas estratégicas, como agenda macroeconômica, política industrial, inovação, cooperação internacional, energia, infraestrutura de transportes, sustentabilidade, sistema tributário, segurança jurídica, entre outros temas essenciais para o fortalecimento da economia e a competitividade do Brasil
Agenda pró-crescimento
Para o setor industrial, o fortalecimento da indústria, a recuperação da economia e a inserção do Brasil no grupo de países de renda alta requer a adoção de uma agenda pró-crescimento baseada em três premissas, que precisam ser implementadas simultaneamente: política macroeconômica favorável ao crescimento vigoroso e sustentado; ações de desenvolvimento produtivo que estimulem os investimentos e a produtividade; e medidas que ajudem a eliminar o Custo Brasil e a melhorar o ambiente de negócios.
“Devemos enfrentar as amarras estruturais que encarecem a produção no país. O Custo Brasil drena a capacidade de investimento das empresas, afasta o capital produtivo e aumenta os preços dos produtos e serviços consumidos pelos brasileiros”, pontuou Alban.
O presidente da CNI também mencionou reformas fundamentais para o avanço do país, como a modernização do setor elétrico, o reequilíbrio da matriz de transporte, a conclusão de obras paradas, a modernização das relações de trabalho, a criação de condições de financiamento adequadas e regras tributárias que favoreçam os investimentos produtivos, além do controle de gastos públicos, a redução do spread bancário e dos juros.
O documento Construindo a Indústria 2050, tem como objetivo contribuir para o debate eleitoral e para a formação de políticas capazes de ampliar a produtividade, estimular investimentos e fortalecer a capacidade de crescimento sustentável da economia brasileira. Ele é dividido em três eixos:
- Ambiente macro, que engloba o cenário internacional e a política fiscal e equação inflação-câmbio-juros;
- Desenvolvimento produtivo, abordando a política industrial, comercial e acesso a mercados, bem como cooperação e transferência tecnológica comercial, inovação, formação de recursos humanos, desenvolvimento regional e meio ambiente
- Custo Brasil, que engloba energia, transporte e logística, tributação, financiamento, relação de trabalho, segurança, integridade de mercado e ambiente regulatório.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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