Florianópolis, 10.09.2026 - Tecnologia, dados, inteligência artificial e sustentabilidade estão cada vez mais integrados às estratégias de produtividade e competitividade da indústria têxtil. O tema foi discutido nesta quarta-feira (9), em Blumenau, no 5º Seminário Internacional de Tendências e Tecnologias Têxteis, promovido pelo Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, Vestuário e Design.
Para o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, a transformação tecnológica representa uma oportunidade para o Estado, que combina tradição industrial e capacidade de adaptação. “A indústria têxtil é um dos polos mais relevantes de Santa Catarina, com uma forte tradição industrial e, ao mesmo tempo, uma grande capacidade de adaptação”, afirmou. Segundo ele, o Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, Vestuário e Design atua na aproximação entre conhecimento, tecnologia e as necessidades das empresas.
Com o tema “Tecnologia, Dados e Produtividade: O Futuro dos Negócios Têxteis”, o encontro reuniu representantes da indústria e especialistas para discutir soluções para reduzir desperdícios, melhorar processos e aumentar a competitividade da cadeia.
Diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Pimentel destacou desafios como custos de produção, baixa taxa de investimentos, concorrência internacional e necessidade de fortalecer a defesa comercial e a internacionalização. “A legítima defesa comercial não pode ser confundida com protecionismo”, afirmou.
Pimentel também defendeu uma visão integrada da cadeia. “Não podemos perder elos importantes, temos que ter visão sistêmica”, ressaltou.
A produtividade foi tema da apresentação de Fábio Liz, coordenador do Instituto SENAI de Tecnologia em Excelência Operacional. Ele destacou a importância dos indicadores para identificar perdas e orientar decisões. “Quem mede melhora, quem não mede apenas acha que melhora”, afirmou.
Na sequência, Vasileios Archontopoulos, da Uster, abordou a rastreabilidade, do fornecimento de fibras ao produto final. Segundo ele, o desafio está em transformar o volume de dados disponível em informações confiáveis para a tomada de decisão, com apoio de automação e inteligência artificial.
A sustentabilidade também foi relacionada à eficiência dos processos. Valdir Mendes Pereira e Bruna Carolina Schmitt, da Colorquímica, apresentaram soluções para reduzir o consumo de água, energia e produtos químicos no beneficiamento têxtil. Um dos processos citados pode reduzir em 35% o tempo de produção, 40% o consumo de energia e 50% o consumo de água.
Na mesa-redonda de encerramento, especialistas discutiram os impactos da automação e da inteligência artificial sobre o trabalho. A avaliação foi de que o avanço tecnológico aumenta a necessidade de profissionais preparados para interpretar dados, validar resultados e tomar decisões. “Por mais automação que se tenha, vai ter que ter um ser humano com conhecimento do outro lado”, destacou Marcos Frederico Neves Pessanha, da Ekotex.
Para Pimentel, os desafios da cadeia exigem respostas coletivas. “O ótimo precisa ser coletivo”, afirmou.
O seminário reuniu mais de 150 pessoas presencialmente e cerca de 50 de forma on-line.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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Evento promovido pelo Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, Vestuário e Design reuniu especialistas para discutir inteligência artificial, rastreabilidade e sustentabilidade