Florianópolis, 19.06.2026 - A integração produtiva entre empresas de diferentes países desponta como uma das principais estratégias para ampliar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional. A complementaridade industrial permite que empresas localizadas em diferentes países compartilhem etapas de produção, tecnologia, conhecimento e fornecimento de insumos, aproveitando vantagens competitivas de cada mercado. O modelo já é adotado por indústrias catarinenses que mantêm operações ou parcerias produtivas em países como Paraguai, Argentina, Chile e Estados Unidos.
Segundo a presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, a integração produtiva deve ser encarada como uma ferramenta estratégica de internacionalização.
“Hoje a competitividade internacional passa pela capacidade de integrar cadeias produtivas e construir parcerias além das fronteiras. A complementaridade industrial permite que as empresas ampliem mercados, ganhem eficiência e participem de ecossistemas globais de produção, aproveitando oportunidades previstas nos acordos comerciais”, afirmou Bustamante.
Para o representante da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) e da Associação Latino-Americana da Indústria Elétrica e Eletrônica (ALAINEE), Mario Roberto Branco, o acordo entre Mercosul e União Europeia cria condições para uma inserção mais competitiva da indústria brasileira no mercado europeu. “Em diversos produtos haverá eliminação imediata ou gradual das tarifas de importação, o que pode ampliar significativamente as oportunidades de negócios para empresas que estiverem preparadas para atender às exigências do mercado internacional”, destacou.
Branco ressaltou que as pequenas e médias empresas podem ser especialmente beneficiadas pelo novo ambiente comercial. Segundo ele, a simplificação de procedimentos e a redução de barreiras tendem a facilitar o acesso dessas empresas ao mercado europeu.
O especialista também alertou para a importância de atenção aos requisitos operacionais previstos nos acordos. Entre os principais pontos estão o correto cumprimento das regras de origem, a adoção de mecanismos de auto certificação, a formalização adequada de contratos internacionais e a definição clara das responsabilidades entre exportadores e importadores.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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