Florianópolis, 01.10.2026 - O Ministério da Defesa está desenvolvendo uma ferramenta para conectar as Forças Armadas a empresas brasileiras que desenvolvem produtos ou serviços para o setor de defesa e segurança. A iniciativa foi apresentada em Itajaí durante reunião do Conselho Temático da Indústria de Defesa e Segurança (CONDEFESA) da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) na quarta-feira (30).
A plataforma permitirá que empresas se cadastrem e informem os produtos que fabricam ou fornecem. O sistema terá integração com a Receita Federal e, inicialmente, será usado pelas três Forças Armadas. No futuro, a proposta é também disponibilizá-lo às 27 secretarias estaduais de Segurança Pública.
Segundo o capitão-de-mar-e-guerra da reserva Paulo Sérgio Camillo de Toledo, do Ministério da Defesa, a ferramenta busca facilitar o contato com a indústria, para que o contato com potenciais fornecedores brasileiros seja feito de forma mais efetiva.
O projeto-piloto deverá ser realizado com a Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (ABIMDE), para testar a segurança e o funcionamento da ferramenta.
O que a indústria catarinense pode oferecer
O almirante Alfredo Martins Muradas, assessor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, destacou que a necessidade de compra das Forças Armadas é ampla, e abrange a maioria dos segmentos industriais. Segundo ele, a maior dificuldade dos potenciais fornecedores é como apresentar seus produtos para as Forças.
“Santa Catarina tem empresas com atuação em áreas como metalmecânica, eletroeletrônica, tecnologia da informação, automação e materiais, com potencial para desenvolver produtos de uso dual, aplicações que atendem aos mercados civil e militar”, explica.
Entre as tecnologias em demanda para as forças armadas estão inteligência artificial, sensores, sistemas autônomos, cibersegurança, conectividade e automação.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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