Florianópolis, 11.09.26 - O nível de atividade da indústria catarinense teve recuo de 0,7% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (10). Entre os segmentos com as maiores desacelerações estão o de móveis, com -10,2%, e o de confecções de artigos do vestuário e acessórios, que caiu 9,5%.
"Em julho o setor de móveis voltou a sofrer restrições às exportações para os Estados Unidos, o que foi determinante para a queda", lembra o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo da atividade no segmento chega a 14,6%.
No campo positivo, destaque para o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, que subiu 13,8% na mesma comparação. Para a FIESC, este resultado pode estar associado à transição gradual dos veículos a combustão para os modelos elétricos, combinada à ampliação progressiva do conteúdo nacional nos veículos produzidos no país.
No total, dos 14 segmentos analisados pelo IBGE, nove tiveram desempenho negativo, enquanto cinco registraram aumento na atividade.
Perspectivas
"A elevação da inadimplência e do comprometimento da renda das famílias com dívidas recomendam cautela adicional na gestão da liquidez e do endividamento empresarial", alerta o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt. Este cuidado torna-se ainda mais relevante diante das eleições de outubro, que deverão definir os rumos da política econômica a partir de 2027, complementa.
Por outro lado, a redução dos juros, combinada ao crescimento acumulado da renda disponível, pode favorecer a produção industrial catarinense, ao sustentar o consumo das famílias e melhorar as condições de financiamento das empresas.
Confira a análise completa da PIM de julho pela FIESC.
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