Seminário Internacional de Industrialização da Carne, realizado pelo SENAI/SC em Chapecó durante a Mercoagro 2026, reuniu pesquisadores de três países para debater inovação, geopolítica e o futuro do setor

Chapecó, 18.03.2026 -  Entender o consumidor vale mais do que produzir mais. Essa foi uma das principais conclusões do 14º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, realizado pelo SENAI/SC nesta quarta-feira (18) em Chapecó, no Hotel Kindermann, em programação paralela à Mercoagro 2026.

O diretor-regional do SENAI, Fabrízio Pereira, abordou a pujança do setor de alimentos na região oeste de Santa Catarina e os serviços que a FIESC oferece para fortalecer a indústria. “Para se ter uma ideia, cerca de 33% de tudo o que é produzido no estado acontece nesse eixo que vai de Joaçaba até a fronteira. É algo realmente expressivo. Mesmo diante dos desafios logísticos que a região enfrenta há anos, a força, a competência e a qualidade das pessoas fazem toda a diferença”, frisou.

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Fabrízio Pereira: "33% de tudo o que é produzido no estado acontece nesse eixo que vai de Joaçaba até a fronteira". Foto: MB Comunicação

O encontro reuniu pesquisadores internacionais, lideranças do setor e representantes da indústria para debater os vetores que definirão a competitividade da cadeia de proteínas em um mercado global cada vez mais exigente.

A programação contou com pesquisadores de três países:

  • O Dr. Mustafa Farouk, da AgResearch Ltd (Nova Zelândia), defendeu que o valor na indústria da carne não está mais em produzir mais, mas em entender melhor o consumidor — incluindo o aproveitamento de cortes pouco explorados em novos formatos de produto.
  • O Dr. Márcio Duarte, da University of Guelph (Canadá), mostrou que a qualidade da carne começa muito antes do abate, ainda nas fases iniciais do desenvolvimento do animal.
  • Já o Dr. João Dorea, da University of Wisconsin (EUA), apresentou aplicações de inteligência artificial para previsão de qualidade e padronização de cortes — inclusive a partir de imagens feitas com câmera de celular.

Os impactos da geopolítica também entraram em pauta. O diretor executivo do Sindicarne, Jorge Luiz de Lima, apresentou dados que mostram a exposição do setor a conflitos internacionais: Santa Catarina exporta para mais de 150 destinos e responde por parcela expressiva da produção nacional de frango e suínos, o que torna o estado altamente sensível a variações em mercados como Ucrânia, Oriente Médio e Ásia.

O seminário foi encerrado com painel sobre tendências e perspectivas para o setor, com participação do presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, e representantes do Sindicarne e da MBRF.

Com informações da assessoria de imprensa regional.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

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