Encontro orienta o setor produtivo sobre os impactos econômicos da redução de jornada e as exigências legais de gestão de riscos psicossociais

Florianópolis, 18.06.2026 - A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) reuniu nesta quinta (18) sindicatos industriais filiados para alinhar o posicionamento do setor produtivo diante de temas estratégicos de relações do trabalho, saúde ocupacional e competitividade.

Entre as ações de aproximação com os sindicatos, a FIESC vem realizando o Circuito FIESC, iniciativa itinerante que percorre as vice-presidências regionais do estado. 

“O objetivo é valorizar os sindicatos e aproximar ainda mais o empresário associativista da nossa federação. Por isso, estamos conduzindo os encontros regionais do Circuito FIESC e ampliando o diálogo com os nossos filiados”, explicou o presidente da entidade, Gilberto Seleme.

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momento sindical
Seleme destacou as ações do Circuito FIESC que vêm sendo conduzidas em todas as regiões do estado. Foto: Junior Somensi

O apoio à presidência da entidade é realizado por meio dos conselhos temáticos, dirigidos por industriais de diferentes segmentos. “Contamos com 141 sindicatos filiados, o que demonstra a representatividade do associativismo em Santa Catarina”, destacou Seleme.

Jornada de trabalho e NR-1

No encontro, a FIESC destacou como vem atuando no debate da proposta de extinção da jornada de trabalho na escala 6x1, atualmente em tramitação no Congresso Nacional. A tramitação acelerada e sem estudos aprofundados sobre os reflexos na sustentabilidade dos negócios é um risco, segundo a Federação.

Projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a redução obrigatória da jornada pode elevar o custo do emprego em 25%, gerando um impacto financeiro estimado em R$ 179 bilhões para o setor produtivo e de R$ 150 bilhões para o setor público, o que compromete a competitividade internacional das empresas brasileiras frente a países que praticam limites maiores de horas semanais.

O encontro com os líderes sindicais também detalhou as obrigações das empresas quanto às atualizações da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio de 2026 após o término do período de transição estipulado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Durante a agenda, especialistas da federação esclarecem as principais dúvidas técnicas geradas pela atualização da norma. O foco da NR-1 é a gestão organizacional e das condições do ambiente de trabalho. Os sindicatos podem auxiliar as indústrias a estruturar planos de ação.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

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