Em reunião com colaboradores, instituição apresenta plano para alinhar estratégias na educação profissional, disseminação de tecnologias e inovação para acelerar incremento na produtividade a níveis internacionais

Florianópolis, 15.07.2026 – A rapidez com que a adoção de novas tecnologias acontece em países que concorrem com SC por mercados internacionais levanta o alerta de que o estado precisa acelerar esse movimento. Esse cenário motivou o SENAI/SC a revisar sua estratégia e lançar a Rota da Produtividade, diretriz que passa a orientar sua atuação nos próximos anos para apoiar a indústria catarinense na adoção de tecnologias, na inovação e na qualificação de profissionais preparados para essas tecnologias de fronteira.

Enquanto a China ampliou seu parque de robôs industriais de cerca de 341 mil para aproximadamente 2 milhões de unidades nos últimos cinco anos e alcançou uma média de 450 robôs para cada 10 mil trabalhadores da indústria, o Brasil conta com apenas 17 a cada 10 mil. O contraste não se reflete apenas nos números, mas na velocidade em que outros países estão inovando e adotando novas tecnologias.

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a produtividade é a base para aumentar a competitividade da indústria, gerar empregos mais qualificados e que pagam melhor e, assim, impulsionar o desenvolvimento econômico do Estado. "Nossa missão é promover a competitividade por meio da produtividade. O SENAI reforça seu papel de protagonista a partir do alinhamento com suas várias unidades de negócio, que passam a ser orientadas a esse objetivo comum."

O diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Machado Pereira, destacou que o Brasil tem avançado em produtividade em ritmo inferior ao de seus principais concorrentes. Nos últimos 25 anos, o crescimento brasileiro foi de aproximadamente 12,6%, enquanto economias como a dos Estados Unidos registraram expansão próxima de 100% no mesmo período.

“Santa Catarina reúne condições para liderar esse movimento. O estado concentra uma das maiores participações da indústria na geração de empregos do país, possui uma economia industrial diversificada e uma forte cultura empreendedora. Ainda assim, seus principais setores industriais apresentam indicadores de produtividade inferiores aos de economias que hoje são referência mundial”, explica.

Empregos qualificados
Em um cenário de pleno emprego, como o que SC apresenta, e o desafio constante de atração de mão de obra para a indústria, a implantação de processos mais automatizados é uma necessidade. “A ideia de que tecnologia representa perda de empregos é ultrapassada. Empresas mais produtivas demandam trabalhadores para funções mais qualificadas e que pagam melhor. A automação, por exemplo, pode substituir funções onde existe risco para o trabalhador, ou ainda que são repetitivas e pouco atraentes para a força de trabalho”, explica. "Tecnologia não significa menos pessoas. Significa pessoas exercendo funções mais qualificadas e gerando mais valor", diz Pereira.

"Se há mais de oito décadas o SENAI ajudou a construir a indústria brasileira, agora a missão é apoiar essa indústria a alcançar níveis globais de produtividade", finaliza o diretor.

A Rota da Produtividade pretende mobilizar todas as áreas da instituição como educação profissional, Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia e UniSENAI para ampliar a oferta de soluções em educação, tecnologia e inovação, consolidando o SENAI como parceiro da indústria na elevação da produtividade e da competitividade catarinense.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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